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3 filmes nacionais que você precisa assistir!

Pense nos 5 últimos filmes que você assistiu. Destes 5, quantos eram brasileiros?Provavelmente uma quantidade desproporcional à de produções hollywoodianas.


          Filmes clichês, roteiros vazios, atuações de pedra, humor fútil, história fácil e cara de novela das 9, infelizmente isso tem definido as produções nacionais mais conhecidas. Se engana aquele que pensa que tudo o que vem daqui no cinema pode ser classificado assim.
        Fugindo das comédias da Globo Filmes, e deixando de lado "Cidade de Deus, "Carandiru", "Tropa de Elite", e outros que costumam dar a cara em listas do tipo, há diversas produções nacionais que discutem temas sérios, tem boas histórias e trazem a verdadeira 7ª arte para cenários daqui de dentro, basta pegar a pipoca, e mergulhar neles.

3: Central do Brasil

 


           Lançado em 1998, é uma das provas de que a frase "Filme bom nunca fica velho" é verídica. Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, ao de melhor atriz para Fernanda Montenegro, vencedor do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, e possivelmente uma das mais primorosas criações do cinema brasileiro.  
          Central do Brasil é um road movie que trata de assuntos como pobreza, analfabetismo, falta de oportunidades, e a realidade de grande parte do nosso povo, através da história de Dora, que trabalha escrevendo cartas em uma estação de trens, e após um acidente que tira a vida da mãe de um garoto, ela acaba ficando com o menino, e tenta ajudá-lo a encontrar o pai que nunca conheceu.

2: Hoje eu Quero Voltar Sozinho

 

           Atuações excelentes, roteiro impecável, história que te aprisiona e uma explosão anti-homofobia. Não é fácil descrever "Hoje eu Quero Voltar Sozinho", ele precisa ser assistido.
           O filme traz uma questão tão simples e comum da vida de um adolescente, o seu primeiro beijo, mas a diferença está no fato do protagonista ser deficiente visual e homossexual.
          Há muito, relações homoafetivas são tratadas no cinema e novelas com hiper sexualização ao invés de ser explorado o amor sentido por ambas as partes, e é isso o que faz o longa de Daniel Ribeiro ser tão especial, pois se torna simplista e romântico ao mostrar Leonardo(Ghilherme Lobo) se apaixonando e amando, o que, infelizmente, não é tão exibido nessas mídias, e se torna um lado desconhecido ou esquecido por parte do mundo. Um debate interessante, uma ideia instigante, contra um grande inimigo; o preconceito.

1: Que Horas Ela Volta?

 

 

            Não vivemos em uma situação de igualdade. Tampouco o Brasil é mesmo um país de todos. E a cineasta Anna Muylaert consegue rostir este problema às nossas faces facilmente em 1h e 54 minutos de duração do seu "Que Horas Ela Volta?".
           Protagonizada por uma empregada doméstica vivida por Regina Casé, o longa problematiza desde questões como assédio, até preconceito, arrogância e prepotência. Mas principalmente, não deixa de frisar a diferença entre a vida de uma família de classe média alta, e a de uma família pobre buscando sucesso através das oportunidades.
            Uma história tão real, tão comum, e que se repete tão facilmente, nem percebemos, ou fingimos que não estamos vendo.

O cinema brasileiro é ruim?

           No fim, o que vem à cabeça é que, mesmo em meio a grandes obras como essas, algumas pessoas continuarão com a velha opinião sobre produções daqui, porque o que querem são apenas explosões, brigas e efeitos especiais, como crianças que se entretém com luzes e brincadeiras, e esquecem que o que mais importa, não é visível aos olhos.
          Muitos nem sequer dão bola para o roteiro, a história ou as mensagens, mas sim para o sangue a as lutas coreografadas. O que deveria ser uma chuva cultural, se torna apenas a indústria cinematográfica, seu rastro são as mentes vazias, eficientes para dar poder à ignorância. Vá em frente, assista, reflita, mude,sinta. Pensar não vai doer, não em você...

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